Secretário de Estado da Agricultura de Portugal e Ministro do Turismo da Guiné-Bissau marcam presença na apresentação do PCG International Design Center
Lisboa acolheu a apresentação oficial do PCG International Design Center (PCGIDC), o novo centro internacional de design do Pan-China Construction Group, um dos maiores grupos chineses nas áreas de construção, inovação urbana e infraestruturas.



O evento reuniu representantes institucionais, autarcas, empresários, diplomatas e especialistas do setor urbano e imobiliário, destacando-se a presença do Secretário de Estado da Agricultura de Portugal, João Moura, e do Ministro do Turismo da Guiné-Bissau, Augusto Cabi, que se associaram à sessão de apresentação deste novo polo de cooperação internacional sediado em Lisboa.
A iniciativa marca a instalação do primeiro núcleo global do PCG International Design Center, que será dirigido pelo estratega urbano português Vítor Pereira, nomeado Diretor do centro. O projeto pretende funcionar como uma plataforma de ligação entre a capacidade de engenharia e infraestrutura asiática e a inteligência urbana europeia, promovendo projetos internacionais de planeamento urbano, arquitetura sustentável e cidades inteligentes e vai ficar instalado na Lisbon Business School (LBS), uma instituição de Ensino Superior que se dedica também a formar dirigentes políticos e da administração publica, “uma das lacunas no mundo de hoje, a ausência de pontes e muitos silos nas plataformas de decisão que carecem de mais dialogo determinante com quem idealiza e cria soluções para o desenvolvimento urbano sustentável” referiu Arnaldo Costeira, Dean da LBS na sua apresentação.
Segundo Yang Tianju, Presidente do Pan-China Construction Group, que enviou uma mensagem em vídeo para o evento, a escolha de Lisboa reflete a visão estratégica do grupo para a cooperação internacional.
“Lisboa representa um ponto de encontro entre continentes e culturas. Este centro é um passo importante para reforçar a colaboração entre a China, a Europa e os países parceiros da iniciativa Belt and Road”, afirmou.
No seu testemunho destacou ainda a relação histórica entre a China e Portugal, sublinhando o papel do país “como ponte natural entre a Europa, África e a América Latina, bem como a importância de Lisboa como plataforma para aprofundar a cooperação com os países de língua portuguesa e expandir a presença internacional do grupo”, referiu.
O responsável salientou também o percurso do Grupo como “um dos protagonistas da nova urbanização chinesa”, recordando que o grupo tem contribuído para transformar o panorama urbano de centenas de cidades na China e consolidado a sua presença em mercados internacionais, incluindo projetos de referência em países africanos como Angola. Segundo afirmou, “o novo centro em Lisboa será mais do que um espaço de trabalho, funcionando como um verdadeiro motor estratégico onde tecnologia chinesa e visão internacional se encontram para impulsionar novas soluções urbanas”.
Durante a apresentação, Vítor Pereira destacou o caráter prático e colaborativo da nova estrutura.
“Não se trata apenas de um gesto simbólico. Este centro é uma plataforma concreta de cooperação internacional, onde inovação, sustentabilidade e inteligência cultural se encontram para desenhar as cidades e territórios do futuro”, sublinhou.
Ponte estratégica entre Europa, Ásia e África
O novo centro pretende desenvolver projetos de planeamento urbano, infraestruturas inteligentes, arquitetura sustentável e concursos internacionais de design, trabalhando em parceria com governos, cidades, promotores e arquitetos de diferentes regiões do mundo.
A estratégia do PCGIDC inclui também a criação de uma rede internacional de centros de design, estando já a ser exploradas futuras parcerias na Europa, na América do Sul e em países envolvidos na cooperação China-África.

Augusto Cabi, atual Ministro do Turismo da Guiné-Bissau, destacou a importância de existir “bom relacionamento com Portugal e também com os restantes países de língua oficial portuguesa que contribua para o desenvolvimento das comunidades e dos respetivos territórios”. O governante destacou que a Guiné-Bissau poderá analisar futuras parcerias com a recém-criada PCGIDC na Europa de forma a alavancar projetos estruturantes para o país, nomeadamente no sector turístico, “pois, como sabem, temos um potencial enormíssimo que deve ser aproveitado com inteligência e sempre com o povo como maior beneficiário de qualquer investimento”, garante.
O evento contou igualmente com a intervenção de Bernardo Mendia, Secretário da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC), que destacou o significado do projeto para as relações económicas entre Portugal e a China.
“Para a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, ver um projeto desta dimensão nascer em Portugal é motivo de orgulho e um sinal claro de confiança no nosso país como porta de entrada para a Europa e para os mercados atlânticos e africanos de expressão portuguesa”, afirmou.
Segundo o responsável, a criação do centro reforça o posicionamento de Lisboa como um novo polo de cooperação entre a China e a União Europeia.
“A aposta do Pan-China Construction Group em Lisboa representa muito mais do que um escritório de representação. Trata-se de uma plataforma de cooperação que liga conhecimento, inovação e investimento entre diferentes regiões do mundo”, acrescentou.
Fundado em 1993, o Pan-China Construction Group conta atualmente com mais de 80 subsidiárias e cerca de 6.000 profissionais, sendo reconhecido internacionalmente pelo desenvolvimento de grandes projetos urbanos e soluções integradas de engenharia e infraestrutura.
Com a criação do PCG International Design Center em Lisboa, o grupo pretende reforçar a sua presença internacional e contribuir para o desenvolvimento de novas abordagens ao urbanismo, à sustentabilidade e à cooperação global no desenho das cidades do futuro.





